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Vamos Falar De Cozinhas?

Vamos falar de cozinhas?

A as áreas funcionais de uma habitação, ao longo do tempo, têm sido um reflexo da sociedade.

O modo como a cozinha se relaciona com a restante habitação tem sido um reflexo da evolução da sociedade e do papel da mulher na família e na sociedade em que se insere, especialmente nas cidades.

Durante a maior parte do século XX, em Portugal, as cozinhas estavam fechadas, isolando a mulher do resto da atividade da habitação, em especial durante o momento de confeção das refeições.

Atualmente, está finalmente mais que difundido o conceito de openspace na habitação portuguesa. Desde o início do século XX que era algo já habitual em vários países um pouco por todo o mundo.

Finalmente a sociedade portuguesa compreende a vantagem de uma cozinha aberta, em ligação com outros espaços sociais da habitação.

Acabaram-se as cozinhas projetadas no lado oposto ao da sala de estar.

Quem de vós não deu um jantar e se encontrou sozinho a cozinhar, enquanto a restante família e amigos se divertiam na sala de estar? Ou quem não esteve numa festa de amigos em que todos se acabam por juntar na cozinha, chegando ao ponto de cada um ter um espaço pouco maior do que 30 cm2 para se mexer?

A ligação da cozinha com outras áreas funcionais dá amplitude à habitação e a luz natural reflete-se com mais intensidade, sendo assim ótima solução quando se realizam alterações na mesma.

Realizámos alguns inquéritos para compreendermos melhor como se relacionam com a vossa cozinha, quais os vossos maiores dilemas e quais as coisas a que dão mais importância.

Os resultados surpreenderam-nos em algumas coisas, e isso é ótimo, significa que atingimos um dos nossos objetivos, e que é o da evolução.

E agora perguntam vocês, a que conclusões chegámos e como é que isso impacta o nosso trabalho.

Em primeiro lugar, confirmámos determinadas prioridade e redefinimos outras.

É clara a insatisfação que cada a maioria de nós tem com a sua cozinha.

O espaço de confeção é manifestamente pequeno ou não está otimizado, por vezes parece mesmo que quem projetou a cozinha simplesmente não cozinha.

Poderão pensar que, por exemplo, quando se abre a cozinha para uma outra divisão da habitação, se perde uma parede onde se poderiam colocar móveis, na verdade não é bem assim, pois está subjacente uma reorganização de algumas funções, distribuindo-as pelo resto da habitação, é disso exemplo a zona de lavagem de roupa, o local onde se arrumam as “loiças de festa e de empratamento”, entre outras estudadas caso a caso.

Agora devem estar a pensar só projetamos cozinhas abertas, não é verdade, fiquem descansados, obviamente que cada caso é um caso, cada cliente tem as suas particularidades e temos que saber trabalhar com elas.

Se a área da habitação é grande podemos fazer múltiplas coisas, projetar cozinhas é das coisas mais complexas e interessantes. Adoramos!

Intervir numa cozinha deverá implicar uma renovação do mobiliário, permitindo a colocação de armários mais altos e eficazes.

O espaço de arrumação nunca é de mais e estamos certos que caso fosse maior poderia resolver várias problemáticas.

Ora porque é que vários de vós possuem eletrodomésticos dentro dos armários que acabam por nunca usar?

Bem, convenhamos, alguns não no servem para nada, ofereceram-nos porque achavam que nos dava muito jeito ou comprámos porque era a última novidade.

Mas a verdade também é que se não os temos à vista não os usamos e a razão de não os termos à vista é porque simplesmente a bancada é pequena!

Sim, esse é o drama generalizado, a bancada é pequena, é sempre pequena.

Este facto levou-nos a uma grande surpresa quando vos inquirimos sobre se preferiam um lava-loiça simples ou duplo.

Apesar das respostas estarem mais ou menos equilibradas, acabou por pender mais para a necessidade de um lavatório duplo. Duplo?! Foi surpresa total para nós.

No entanto creio que se referiam mais, e corrijam-me se estiver errada,  ao facto de necessitarem de uma pequena cuba para lavagem de legumes, talheres e outras coisas de pequena dimensão.

É que ter um lavatório duplo implica ter uma bancada mais pequena e a esmagadora maioria queixou-se de ter uma bancada pequena…

Isto coloca-nos um grande desafio e uma reflexão a fazer em cada projeto novo que tivermos a partir de agora, conseguir satisfazer estes dois critérios mesmo em espaços mais pequenos.

Ficámos muito satisfeitos com uma coisa, hoje em dia todos recorrem a algum tipo de auxilio de cozinha na forma de robot, seja ele para confeção ou não. São objetos de uso quase diário e que por isso devem merecer um espaço pensado para o efeito, preferencialmente na bancada principal.

Se for de confeção convém estar associado ou na proximidade de algum sistema de extração.

Tudo deve estar relacionado de modo a otimizar aquilo a que chamamos o “percurso de confeção”, o nosso tempo é precioso e andar a atravessar a cozinha para ir buscar coisas ao frigorifico que ficou esquecido do extremo da divisão é coisa do passado.

E por falar em frigorífico… Nunca é demasiado grande! Gostamos sempre de propor a colocação de dois frigoríficos verticais, um de refrigeração outro de congelação, não, não nos estamos a referir àqueles tipo americanos, ocupando um pouco mais de espaço conseguem significativamente mais espaço de frio com dois frigoríficos verticais. Quando comprarem um frigorífico estejam atentos, não só ao ruído e ao consumo mas, não menos importante, à capacidade em litros. Convém realçar que a maioria dos frigoríficos de encastrar são mais estreitos que os convencionais.

Só um pormenor, quantos de vocês têm uns pais que moram numa moradia onde existem duas cozinhas e só usam uma? Pois, muitos com certeza. Felizmente conhecemos vários que perceberam que não fazia sentido.

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